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segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

GUITARRAS BARULHENTAS NA IGREJA. POR: PE. ZEZINHO scj

Estão tocando rock nas Igrejas. Que bom para o Reino de Deus ! É a arte dos jovens entrando pela porta da frente e são os jovens cristãos cristianizando uma arte que muitas vezes pisoteou os valores religiosos. A resposta dos novos roqueiros é clara: Pode-se fazer um rock religioso e nós o fazemos. Deus aceita nosso jeito de cantar.

Sei de muitos padres e pastores que entram em crise só de pensar o que suas igrejas matrizes e congregações teriam que suportar com esses meninos barulhentos. Não concebem a oração num barulho desses. Mas estão aí os messiânicos e pentecostais, para provar que se pode orar em voz alta e com os alto falantes a toda potência. Enfrentaram e venceram uma proposta do Congresso de se controlar o barulho nas cidades. Acabaria obrigando-os a orar mais baixo. Faz parte do culto deles. Ora, nós católicos também, quando queremos fazemos o nosso barulho. Porque não os nossos jovens em missas que levem o jeito e a linguagem deles?

Quem diz que o rock não é arte, não ouviu nem quis ouvir. Alguns grupos realmente são horrorosos, mas há os bons, tipo U2, Rick Wakeman, Titãs e uns 1000 outros grupos mundo afora, fazendo a mais encantadora combinação de sons, no meio de todo aquele barulho. Tocam muito bem e alguns dizem coisas muito sérias. Já faz tempo que apareceram os grupos de rock religioso. Se você não ouviu, não julgue. Nas mais diversas igrejas onde é permitido, tem aparecido artistas jovens dizendo de maneira jovem, para jovens que gostam dessa cultura, coisas muito profundas. Merecem nosso respeito.

Tenho em casa algumas produções católicas e evangélicas, mas como estou falando a católicos destaco o grupo Rosa de Saron e o grupo Iahweh. E, já que estamos nisso, adquiram também o excelente e criativo ¿Ora samba¿ da Banda Exodus, do Rio, todos editados pela Codimuc, uma cooperativa de música católica, com sede em Cachoeira Paulista, maravilhoso trabalho do inteligente e ousado maestro Eraldo. Trabalho com a Comep, outra editora Católica, mas somos maduros e generosos o suficiente para elogiar um trabalho bem feito por outros irmãos nossos. Já me perguntaram porque não escrevo e não canto rock. Minha resposta foi sincera: - Não toco rock porque não sou artista o suficiente para isso. É preciso ser muito bom artista para tocar e cantar rock. Gosto da música silenciosa, serena e mediativa, e me especializei nisso, mas sei que uma música mais ousada e f antasiosa é boa e faz bem quando encontro um grupo que sabe tocá-la.

Felizmente os temos. É ver e conferir.

Enviado por: Carlão - Comunidade Corpus Christi de Goiânia-GO

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