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sexta-feira, 1 de outubro de 2004

9 º HALLEL SOM E VIDA

O dia não poderia ter começado melhor, logo na entrada me deparo com Benção do Santíssimo, e ali diante de nossos olhos a receita do sucesso do Hallel, Jesus à frente! Um fato curioso foi no meio da multidão que seguia a procissão, encontrar uma senhora a qual louva a Deus pela vida do Rodrigo, mostrando assim a importância do Apocalipse para toda comunidade não só no meio rock. A pergunta que rolava na cabeça, será que Brasília é realmente a capital do rock? Bem tínhamos o resto do dia para esclarecer os nossos questionamentos. Foi uma sensação ímpar, poder abraçar o André Morais e perceber que guerreiro não foge a luta, e ali estava o cara mais uma vez na guerra, legal também conhecer o brother Irineu, da União, o qual montaria uma barraca dentro do stand do Rinc e vale observar que o cara é sangue bom. Foi festa encontrar esse que é unanimidade nacional, prefeito de Gothan City: Batman (O qual dava uma força para o homem arranha, que por esses dias se encontra em baixa, fazendo um merchandising com sua camiseta) e a galera das bandas: Magnus Creator, Sheliah, Eloi, Fides, Laudate, Macabeus, Razão; Foi revitalizante encontrar a família Apocalipse, o China, Barbosa, Jerry, Pedro (Importante citar que apesar do Rodrigo não se encontrar, seu alto astral era percebido nos sorrisos que todos ali transmitiam, pois os mesmo eram gerados pela certeza que a ausência era somente neste momento e nossas inseguranças de dias antes, haviam ido por terra diante do Deus que servimos). Entre fita crepe e tnt foi montado o nosso estande, é o Rinc dando um passo imenso para consolidação definitiva do rock na Igreja; Num espírito fraternal e de união, foi bonito ver todos contribuindo na montagem com seu melhor. O dia só estava começando e já prometia muito, já era visível a imensa multidão de preto se aglomerando e rodando a procura de um pouco de rock. Entre a distribuição de panfletos, visitas no estande e troca de idéias, conhecíamos figuras carimbadas do nosso meio, estando a mostra na cara dos mesmos, como Deus ama esses malucos! O ponto alto do Hallel, seria o show dos Cavaleiros Consagrados no palco principal, no qual eu pessoalmente presenciei somente uma ponta de iceberg, que incendiou de vez o Hallel, o show diga de passagem para quem não acredita que roqueiro tenha Espiritualidade, foi um legitimo: Cala – te boca! Presenciei muitos marmanjos chorando como crianças de colo, é bonito ver Deus construindo uma nova geração, livre de drogas e estigmas, estes muitas vezes causados por pessoas que acreditam que o remédio que serve para um é o melhor para todos, mas ali diante dos olhos cegos que não queriam enxergar, Deus tocava as crianças de 0 à 100 anos com amor e carinho ao som do rock roll, sepultando ali de vez o diabo, com a mais perfeita trilha sonora para este fim: Morte ao demônio. Na parte da tarde a moçada de preto ficou rodando o modulo Jovem e tenda Rinc, sempre com uma pergunta na ponta da língua: Ainda tem show de rock? Na espera ansiosa do nosso show nos foi receitado um remédio inesperado, o qual foi motivo de grande alegria e satisfação; a presença do Boy (Cristoatividade) no Hallel já era para ser comemorado, imagina tocar no mesmo palco, com esse que é um grande ícone do rock e da musica católica. Entre troca de figurinhas e boas risadas a grande hora chegava, próximo do inicio da apresentação nos foi informado que o Alexandre (Cavaleiros) e Irineu (União) dariam testemunhos no momento oportuno, nos falando das suas experiências (São essas coisas que realmente edificam a fé da galera). Tudo pronto, foi dado ponta pé inicial por volta das 18:30, com um céu que nos brindava com um fim de tarde maravilho, deste que já temos o costume de curti em Brasília. No set list: Intro, Senhor Tu És – Relógio – Essência Desconhecida – Tempo – Profecia de Mendigo e Olhos no espelho. Iniciado a pauleira começou a insanidade da moçada; com sua dança e jeito diferente de agitar, nos deixando impressionados, como Brasília tem maluco! Para confirmar o meu apelido de Nicko mão de alicate, na segunda musica do set eu dava adeus a minha corda lá, pagando um duro preço de ter que usar notas muito agudas, as quais atrapalharam um pouco meu rendimento. Mas o melhor da festa estava por vir, já tínhamos em palco Boy e com a presença do Irineu (União) foi inevitável não cantar Sangria, e assim nos deixar um gosto amargo de saudades e duvidas, onde anda o Cristoatividade? Entre saudades e incertezas tínhamos naquele momento o Boy comendo e mastigando sua guitar como nos velhos tempos, demonstrando o excepcional talento, vou mais longe: Boy é junto com Robertinho do Recife, Kiko Loureiro, um dos grandes guitarristas brasileiro de todos os tempos. Conforme planejado faríamos uma homenagem ao Apocalipse, na qual queríamos expressar nossa gratidão pelo tanto que nos tem ensinado como banda e pessoas, e no palco ninguém melhor que André Morais para representar todos, mas conforme a emoção ia tomando conta, mais as palavras se escondiam, entre um nó na garganta e tentativas frutadas de dizer algo, percebe-se que momento se esquece o planejado e parte para o que realmente é bom, o que esta lá dentro não se fazendo necessário dizer algo, pois fica estampado na cara. (Quando pessoas que amamos se ferem é como se a própria carne abrisse em feridas, e a dor e conseqüências dos mesmos, nestes instantes não são somente experiências individuais, são sentimentos vivos compartilhados os quais representam a força transformadora deste motor que nove nossas vidas, o amor). Mas como um grande líder e pastor, André assume o final do show, dando uma aula de carisma e unção; junto com a Banda Ser fecha o dia tão abençoado, com um dos grandes clássico do metal católico: Ao olhar para cruz (Apocalipse); juntos no palco: Boy (Cristoatividade) - Flavio Bueno (Magnus Creator) – Irineu (União) – Alexandre (Cavaleiros Consagrados) – Banda Ser – André (Apocalipse). Neste instante cai-se a ficha e se tem a real dimensão da importância deste modulo Jovem e a tenda Rinc, todas gerações do rock católico, ali representadas!
Depois da sensação do dever comprido e a demonstração daqueles jovens (Crianças) de preto, só nos restava afirma sem ressalvas: Brasília é e sempre será a Capital do Rock! Agradecimentos: A Deus por nos aceitar com realmente somos - Padre João Firmino (Por estar a frente desta geração amando e nos orientando com fraternal amor de Pai) Banda Apocalipse (Pelo carinho, amizade que são frutos do verdadeiro amor) Boy (Por sua musica ter mudado minha vida e história, pela amizade, por aqueles solos loucos e harmonias perfeitas que tira daquela guitarra) as bandas: Magnus Creato - Sheliah - Eloi - Fides - Laudate - Macabeus - Razão (Pelo companheiros, fidelidade e amizade) e ao meu super herói favorito Batman (Pois ele venceu o Curinga, o Charada e ainda anda de namoro com a mulher gato - Demis vc é 1000....)
Antônio "Nicko" Roriz - Bass - Ser

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