segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vaticano apresenta defesa em tribunal dos EUA em caso de pedofilia!!!

O Vaticano apresentará nesta segunda-feira sua defesa no caso dos abusos sexuais cometidos por um sacerdote a um tribunal do Kentucky (leste dos Estados Unidos), com o argumento de que os bispos não podem ser considerados funcionários do Vaticano.

"Essa ação judicial tenta considerar que o bispo de Louisville (Kentucky) é um funcionário do papa. Eu digo que não é verdade", explicou Jeffrey Lena, que defende o Vaticano nos Estados Unidos, em entrevista por telefone à France Presse.

Três homens que afirmam ter sido vítimas de abusos sexuais há várias décadas consideram que o Vaticano deveria ser considerado responsável, já que o bispo de Louisville não denunciou os autores dos abusos.

No entanto, o Vaticano considera que as dioceses são entidades administradas de forma autônoma, e que sua autoridade sobre os bispos é somente de ordem religiosa.

"O papa não é um general que dá ordens às tropas. O papa não tem os poderes de um rei", argumentou Lena.

"Essa jurisdição nacional (americana) não é competente para julgar o Vaticano ou o papa, que é o chefe de Estado e o chefe da Igreja", afirmou, por sua vez, o diretor adjunto do serviço de imprensa do Vaticano, padre Ciro Benedettini.

Outros dois processos judiciais em curso, um em Wisconsin (centro do país) e outro no Oregon (oeste), tentam responsabilizar o Vaticano por casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes nos Estados Unidos.

Irlanda

Também hoje, o órgão encarregado da proteção da infância da Igreja Católica da Irlanda recebeu, em um ano, quase 200 novas acusações de maus-tratos cometidos por padres contra crianças.

Segundo o National Board for the Safeguarding of Children in the Catholic Church (NBSCCC), no ano concluído em 31 de março passado foi recebido um total de 197 acusações de maus-tratos, registrados em sua maioria nos anos 1950 e 1960.

As acusações estão relacionadas com 97 dioceses e 110 instituições religiosas, e 83 dos supostos autores já morreram.

Em novembro de 2009, o chamado informe Murphy, publicado depois de três anos de investigações, revelou como os chefes das dioceses de Dublin ocultaram abusos sexuais cometidos por padres e religiosos irlandeses contra centenas de crianças durante décadas.

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