terça-feira, 27 de julho de 2010

CNBB tira artigo que cita Dilma de site!!!

A polêmica criada pelo bispo paulista Luiz Gonzaga Bergonzini ganhou mais um capítulo ontem. A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, se pronunciou sobre o artigo, publicado na página da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na internet, em que o religioso recomenda aos católicos que não votem na ex-ministra porque a candidata seria a favor do aborto. Dilma afirmou que essa não deve ser tratada como uma questão religiosa, mas de saúde pública. Além disso, a petista destacou que o pedido do bispo não é a posição da instituição.

“Não se pode ignorar os fatos. O aborto é uma violência contra a mulher, mas defendo que o Estado cuide das pessoas que passam por essa situação, especialmente, as de classes menos favorecidas. As mulheres pobres, muitas vezes, usam agulhas de tricô, sem qualquer tipo de assepsia. O governo não pode virar as costas para essas pacientes e deixá-las sem tratamento”, ressaltou Dilma. “Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei”, completou.

A CNBB preferiu não entrar na discussão e retirou o artigo do site. De acordo com o padre Geraldo Martins, representante da instituição, a decisão foi tomada para “não haver mais confusão”. Ele explicou que o artigo citava a candidata nominalmente e a cúpula da entidade entendeu que a melhor opção era não incentivar a polêmica, apesar de reiterar que a CNBB é contra o aborto.

Sem embaraço
À tarde, Dilma Rousseff participou de uma sabatina realizada pelo portal R7. Demonstrando desenvoltura, a candidata respondeu a perguntas como a do jornalista Marco Antonio Araújo, que quis saber se a petista aceitaria um convite para jantar com ex-presidente cubano Fidel Castro ou se faria “greve de fome”. Econômica na resposta, ponderou somente que aceita se reunir com qualquer liderança da América do Sul.

A ex-ministra só demonstrou desconforto quando foi perguntada sobre a relação com o petista José Dirceu. “Se não houvesse acontecido o caso do mensalão, quem estaria sentado nesta cadeira, no lugar da senhora? Antonio Palocci ou José Dirceu?”, questionou o entrevistador. Dilma elogiou o primeiro, mas garantiu que não mantinha contato com o segundo, um dos principais ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes da divulgação, em 2006, do escândalo sobre supostos pagamentos de propinas a parlamentares.

“O Palocci é muito competente e não digo qual será a participação, caso eu vença as eleições, porque sou supersticiosa. O último que sentou na cadeira antes do resultado não venceu”, alfinetou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teve uma fotografia onde aparecia sentado na cadeira da prefeitura de São Paulo, na véspera do resultado do pleito de 1985, e acabou derrotado pelo então candidato Jânio Quadros. “Acho que não é prudente julgar Dirceu porque nada foi provado contra ele. Tenho muito respeito por ele, mas não somos próximos e ele não faz parte do cerne da minha campanha”, emendou.

Outra multa
No início da noite de ontem, o ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral, multou Dilma Rousseff e o tucano Michel Temer, vice na chapa petista, em R$ 2 mil por uma foto exposta na frente do comitê de campanha, no Setor Comercial Sul. Na decisão, o relator entendeu que a imagem se encaixava no conceito de outdoor, o que é proibido pela legislação eleitoral.

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