sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dilma se diz contra aborto, mas afirma que, se eleita, terá de 'encarar' tema!!!

Petista afirmou que assunto será tratado como questão de saúde pública.
Ela se reuniu com lideranças religiosas e políticas em Belo Horizonte.


A candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (7), em Belo Horizonte, que é contra o aborto, mas, caso seja eleita, terá de encarar o tema como uma questão de saúde pública e social. Dilma esteve no Mercado Central, onde se reuniu com lideranças católicas e políticas.

“Eu sou contra o aborto porque o aborto é uma violência contra a mulher. Não acho que nenhuma mulher seja a favor do aborto. Como presidente da República, eu tenho de encarar o fato que há milhares de jovens, de adolescentes, que, diante do aborto, desprotegidas, fazem e adotam práticas, por que elas estão abandonadas”, afirmou.

O Estado não considerará essas mulheres como uma questão de polícia, mas uma questão de saúde pública e social. O que nós temos é de prevenir que os jovens nesse país recorram a esses meios. Nós temos que prevenir que mulheres jovens sejam levadas a esse caminho por falta de alternativa. A minha posição pessoal é contra o aborto, [mas] como presidente da República eu não posso deixar de encarar [a questão]"
Dilma Rousseff em campanha em Minas Gerais

Dilma disse que o Estado deve tratar o aborto como uma questão de saúde pública e social e ressaltou a importância da prevenção. “O Estado não considerará essas mulheres como uma questão de polícia, mas uma questão de saúde pública e social. O que nós temos é de prevenir que os jovens nesse país recorram a esses meios. Nós temos que prevenir que mulheres jovens sejam levadas a esse caminho por falta de alternativa. A minha posição pessoal é contra o aborto, [mas] como presidente da República eu não posso deixar de encarar [a questão].”

Nesta quinta, em Brasília, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que a cúpula petista vai propor aos partidos que integram a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República a divulgação de um manifesto contra o que classificou de “guerra suja” nas eleições. Entre os temas, segundo ele, estão questões religiosascolocadas em debate na campanha.

Segundo Dutra, o documento, assinado pelas outras siglas, será uma espécie de convocação da militância para a busca de votos para Dilma no segundo turno. “Temos uma proposta que vamos apresentar para todos os partidos, que é um manifesto de conclamação da militância para no segundo turno vencer a eleição e repelir essa verdadeira guerra suja que está sendo feita por alguns setores, tentando inclusive colocar temas religiosos como centro de uma disputa eleitoral. Achamos isso muito ruim para o Brasil”, disse.

O presidente nacional do PT também disse que o partido pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a origem de um panfleto apócrifo que foi distribuído nesta quarta-feira (6), durante um evento do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, que fazia acusações à candidata do PT de defender a modificação da Constituição para legalizar o aborto.

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