terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voto cristão: qual o seu compromisso na frente da urna?

São 13 teclas com poder de transformar o futuro do Brasil. É a partir da combinação dos números que o eleitor digitar na urna eletrônica que a nação começa a ganhar seus contornos.

Quais critérios o cristão deve levar em consideração na hora do voto? A redação do noticias.cancaonova.com recebeu artigos de alguns bispos brasileiros nos últimos dias que oferecem uma série de pressupostos que podem ajudar na escolha dos candidatos.

Acesse
.: O Voto Católico (Dom Eugenio Sales)
.: Resultados eleitorais (Dom Walmor Oliveira)
.: O Brasil que os brasileiros querem (Dom Odilo Scherer)
.: Aproximam-se as eleições (Dom Orani Tempesta)
.: Nas mãos dos eleitores (Dom Demétrio Valentini)
.: Dia das eleições (Dom Paulo Mendes Peixoto)

"No que toca à sua missão, não compete à Igreja, essencialmente, sugerir uma opção partidária determinada. Mas sim conclamar todos os seus leigos, cuja vocação é exatamente a de santificar a realidade temporal, para que cada um assuma suas responsabilidades com empenho e coerência", adverte o Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro (RJ), Cardeal Dom Eugenio Sales.

Já o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira, acrescenta: "A Igreja não faz política partidária, essa tem sua incontestável e necessária importância. Ela não pode correr o risco de perder rumos, declinando em direções antidemocráticas e autoritárias. [...] Os critérios éticos discursados em documentos e cartilhas, debates e reflexões na Igreja Católica têm força na ideia que clareia realidades, nomes e permitem discernir o melhor para a sociedade".

O Arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Dom Odilo Scherer, também oferece sua contribuição: "Votar bem é importante para o Brasil; deixando agora de fazer as escolhas certas, poderíamos estar colaborando para que o País seja governado mal, leis desajeitadas e até injustas sejam aprovadas, a riqueza nacional seja mal administrada, ou desviada de sua legítima destinação, e o sofrimento de muitos brasileiros se prolongue por mais tempo".

"A pátria será aquela que desejamos com o nosso voto", explica o Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani Tempesta. "Quem não tem o coração disponível para Deus e para os princípios de sua Palavra, não é apto para representar autenticamente a população. Os seus objetivos, com facilidade, se tornam reducionistas, servindo a si mesmo e a seu grupo de interesse", agrega o Bispo de São José do Rio Preto (SP), Dom Paulo Mendes Peixoto.

O Bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini, acredita que a campanha não ajudou a trazer luzes de compreensão sobre a realidade brasileira concreta. "Cabe a nós fazer uma análise ponderada, com a lucidez de nosso bom senso, e conferir o que está no bom caminho, e o que seria possível melhorar. E então, com nosso voto sinalizar em quem depositamos nossa confiança para garantir que nossas expectativas possam, minimamente, se cumprir", indica.

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