sexta-feira, 3 de junho de 2011

Marcha Pela Família reúne milhares na Esplanada

Aconteceu na tarde de hoje, na Esplanada dos Ministérios, a Marcha pela Família. A passeata foi uma manifestação pacífica onde os cristãos puderam manifestar a sua contrariedade ao Projeto de Lei 122.

.: Confira as fotos :.

O Projeto de Lei 122 de 2006, ou como é simplesmente conhecido: PL 122, é um projetode lei federal que tem por objetivo tornar crime o que pela visão da autora, a então deputada Iara Bernardi, hoje, sem mandato, e de seus defensores caracteriza-se como homofobia. Ou seja, qualquer crítica à prática do homossexualismo, que gere constrangimento, seria condenada e repreendida por lei. A detenção prevista seria de 2 a 4 anos.

Indignada com a situação e preocupada com a possível aprovação, a bancada cristã do Congresso Nacional tomou a iniciativa e convocou todos os que se apresentassem contra ao projeto a comparecerem, em frente do Congresso Nacional, para lutarem pelos direitos da vida e família para manifestar sua contrariedade à PL.

A mobilização atraiu mais de 50 mil pessoas que de uma forma ou de outra se mostravam descontente com o projeto, carregando faixas, cartazes ou adesivos em suas camisas.

‘’O PL 122 seria uma forma de combater a discriminação, mas o que sinto é que o que acontece é o contrário. Ele tenta reprimir e calar o povo. Ninguém terá o direito de se expressar diante de uma realidade onde tudo está perdendo o sentido e os seus valores. E o que faço com o que Deus me pede? Tenho que colocar uma venda nos olhos e fingir que está tudo certo? ... Que está tudo bem? Que nada está errado, sendo que está tudo virado de pernas pro ar?”, diz João Antônio, 56 anos, Cruzeiro.

Já dona Bernarda Andrade, 42 anos, Águas Claras, esclarece que a sua presença na passeata se deu em respeito e em defesa das Famílias. “Eu e meus filhos podemos sofrer constrangimentos pelo comportamento de um homossexual ao nosso lado e não podemos nos declarar contrários a essa prática? E nem podemos dizer que isso é errado? Não posso nem educar meus filhos dentro da ‘filosofia de vida’ em que fui criada, porque se eu digo a eles: ‘ filhos, homem casa com mulher e é feio duas pessoas do mesmo sexo juntas ou, então, na Blíblia diz que é pecado mulher casar com mulher, e algum homossexual ouvir isso, posso até ser presa! Cadê a minha liberdade de expressão? Ou melhor, liberdade para educar meus filhos dentro de minha religião? ”, questionou dona Bernarda.

Pensando em algo mais amplo, dona Joana Mendes, 28 anos, Guará, discursou: “Eu vim porque esse projeto de lei é um absurdo. Não sou preconceituosa. Mas, sei que no Brasil a aprovação de uma lei dessas é só o início para se começar a fazer tudo o que é errado.”

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