sábado, 5 de janeiro de 2013

Como nascem os tweets do Papa?

Na produção dos tweets do Santo Padre,
Dom Celli afirma: "o Papa intervém nos textos".
"Quando nos entregamos totalmente ao Senhor, tudo muda. Nós somos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona". Foi este o tweet enviado por Bento XVI nesta quarta-feira, 2 de Janeiro. Portanto, voltam os pronunciamentos por ocasião das Audiências Gerais.

O primeiro foi em 12 de dezembro de 2012, data histórica que marcou a estreia do Papa no mundo virtual com um tweet muito lido: "Queridos amigos, é com alegria que me uno a vós via Twitter. Obrigado pela vossa resposta generosa. Abençoo-vos a todos de coração".

O uso do novo meio de comunicação, através da conta @pontifex, foi um gesto explicado indiretamente durante a catequese daquele dia, na qual Bento XVI realçou que "Deus não saiu do mundo, não está ausente, não nos abandonou a nós mesmos, mas vem ao nosso encontro de vários modos, que devemos aprender a discernir".

"O Senhor vos abençoe e vos proteja no novo ano", pode-se ler no tweet de 1 de Janeiro que se refere às escrituras judaicas quer direta – "Te abençoe o Senhor e te proteja" (Números 6, 24) – quer indirectamente, "«Deus tenha piedade de nós e nos abençoe, sobre nós faça resplandecer a sua face" (Salmos 67).

O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, arcebispo Claudio Maria Celli, falou do modo como nascem os tweets de Bento XVI numa entrevista concedida ao «Tgcom24». "Os departamentos específicos da Secretaria de Estado preparam um texto que o Papa deve aprovar. Nós pensamos e queremos firmemente que os tweets sejam realmente de Bento XVI», disse Dom Celli.

Respondendo às perguntas formuladas por Federico Novella e Fabio Marchese Ragona, o arcebispo realçou que "o Papa intervém nos textos". Dom Celli não esconde que os comentários aos tweets nem sempre foram positivos. "Chegou de tudo. Recebemos mensagens belíssimas, de jovens e menos jovens de vários continentes. Também mensagens irônicas, ofensivas e críticas. Mas confesso que para nós que vivemos neste contexto não foi uma surpresa. Estávamos plenamente conscientes do que teria acontecido: quando o Papa quer entrar em diálogo com o homem de hoje e pôr-se ao seu nível, existem riscos que devem ser enfrentados e aceitos".

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