segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Europa está doente devido ao aborto, diz Bispo Espanhol

O Bispo de Tarazona, Dom Demetrio Fernández, expressou seu apoio à marcha pela vida de 17 de outubro em Madrid e advertiu que com a legalização do aborto se desata “um verdadeiro desastre ecológico” que faz da Europa “um continente doente de morte”

“Trata-se de um verdadeiro desastre ecológico, que afeta à criança que está por nascer, à mãe que o concebeu, o entorno das pessoas que têm a ver com o assunto (o pai da criatura, os avós, os profissionais sanitários, etc.) e a toda a sociedade que sofrerá o impacto negativo deste desastre ecológico”, expressou o Prelado em uma carta.

No texto recordou que pela legalização do aborto “não viram a luz 50 milhões de meninos, que hoje seriam 50 milhões de jovens” tão necessária para a Europa, “que envelhece prematuramente e morre de tristeza e de desesperança”.

Advertiu que com a nova lei que aprovará o Governo espanhol se “multiplicará o número dos que não vão nascer”, pois se converterá o aborto em um direito amparado em uma falsa liberdade a atropelar a vida nascente, “que é absolutamente indefesa”, e introduzindo “uma extorsão no ser da mãe, fazendo violência em seu próprio corpo”.

“Psicologicamente, cada uma destas mães ficará marcada por toda a sua vida. Conseguirá tirar-se de seu ventre ‘algo’ que hoje a estorva, mas não conseguirá retirar de sua mente e de seu coração o delito cometido. Conheço já muitas mulheres que não se perdoam a si mesmas por ter cometido semelhante atrocidade em sua vida, e às quais se deve consolar com a misericórdia de Deus”, assinalou.

Dom Fernández advertiu que com a nova lei do aborto uma vez mais “a mulher pagará os pratos quebrados de uma situação de conflito, na qual possivelmente ela seja a menos culpada. Uma vez mais, o grito feminista de liberdade para a dignidade da mulher, se vê afogado por umas disposições que a convertem em simples objeto de prazer passageiro e irresponsável”.

Por isso, o Bispo alentou aos espanhóis a participarem da manifestação a favor da vida em 17 de outubro. “Lutemos pela vida. A vida é o futuro do homem, a morte nunca o será. Apoiemos às mulheres em dificuldade, proporcionando-lhes os meios para assumir a preciosa tarefa de uma nova maternidade”, exortou.

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