quinta-feira, 12 de março de 2015

Papa aos idosos: “melhor idade” não é hora de parar de remar

 “Como queria uma Igreja que desafia a cultura do descarte com a alegria transbordante de um novo abraço entre os jovens e os idosos”. Assim, o Papa terminou sua reflexão da Audiência Geral desta quarta-feira (11/03), diante de milhares de pessoas na Praça São Pedro.



Mutirão de Confissão nas Paróquias de Brasília

As paróquias da Arquidiocese de Brasília estão realizando mutirão de confissão que devem ocorrer durante todo o período Quaresmal.

O objetivo é preparar os fiéis para a vivenciarem a Quaresma e a Semana Santa, período propício para reflexão, reconciliação com Deus e conversão.

O mutirão ocorrerá por setor, de forma simultânea, em datas já agendadas. O horário previsto para iniciar o atendimento é às 20h ou logo após a Missa, no caso de a igreja celebrar a Eucaristia no dia de receber a confissão coletiva.

Caso as comunidades paroquiais envolvidas no mutirão realizem confissão na parte da noite, este serviço será suspenso temporariamente, para que os párocos possam auxiliar no atendimento em outros locais.

Os trabalhos individuais nas paróquias serão retomados e normalizados depois da Semana Santa.
Em caso de dúvida, entre em contato com a secretaria de sua igreja.

Confesse-se, busque a purificação e ressuscite com Cristo na páscoa!

Fiquem atentos às datas!


Confissões em Ceilândia






















Confissões em Taguatinga


quinta-feira, 5 de março de 2015

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sou padre há quase 5 anos. Fui seminarista por 7 anos. Já estive em vários lugares Brasil afora, já celebrei em tantos outros e guardo no meu coração uma tristeza profunda. Quando eu era criança na roça e ia com minha família à missa uma vez por mês eu sabia que naquela hóstia tinha Jesus. Eu sentia o cheiro da vela queimando e aprendi a me perseguinar toda vez que passava diante de uma Igreja. Eu achava tudo meio estranho porque não entendia a missa, mas, sentava no primeiro banco e respondia a todas as perguntas que o padre fazia na hora do sermão. Daí eu cresci, fomos pra cidade e eu continuava inocente. Fui pro seminário e as escamas de meus olhos caíram. A missa pela qual eu sempre nutri o maior religioso respeito
virou palco
virou show
virou passeata
virou passarela
virou camarim de estrela
virou sambódromo
virou terreiro
virou tudo e suportou tudo
menos ser de fato, missa.

Já vi tanto desleixo… alfaias puídas, vasos sagrados zinabrados, hóstias consagradas carunchadas dentro do sacrário, um sacrário no meio de uma reforma de Igreja com hóstias consagradas dentro, consagração de vinho em tamanha quantidade que as sobras Eucarísticas precisaram de um exército de MESC para consumi-las porque o padre não poderia fazê-lo sem ficar bêbado e outros tantos abusos. Quando veio a Redemptionis Sacramentum e a Ecclesia de Eucharistia veio uma lufada de ar fresco e os rebeldes da Teologia da Libertação, da Rede Celebra e das CEB`s reagiram vorazmente. O site do mosteiro da Paz que hospedava uma carta de Reginaldo Velloso eivada de críticas às necessárias mudanças na liturgia e catalizadora desta mentalidade saiu do ar, mas, encontrei-a no site da Montfort disponível aqui.

Capitaneada pelo dualismo marxista de tipo maniqueísta, a reinterpretação que a missa sofreu nas décadas que sucederam o Concílio Vaticano II seguiu as pegadas da subjetividade humana. É odioso ouvir: “ah o jeito do outro padre é diferente”. Isto denota uma personalização que a missa não comporta. A missa nunca foi a missa do padre, mas a missa da Igreja!

Esta mentalidade impregnou tanto a liturgia que quando um Padre quer celebrar a missa da Igreja, aquela do Missal Romano, é chamado de retrógrado. O respeito às normas litúrgicas são sinônimo de opressão. A missa pura e simples foi esvaziada para poder ser enchida pela ideologia da enxada, da faixa, do cartaz, da freira, do padre TL… a missa se transformou…
virou manifestação e protesto contra o Governo e o Sistema
contra a Igreja
contra os padres
contra a fé católica de sempre
contra a liturgia de sempre.

Enfiaram bananeiras, berrantes, espeto de churrasco, cuia de chimarrão, pão de queijo, cachaça, coco, faca e facão, pipoca, balões e ervas de cheiro na missa, enfiaram panos coloridos para todos os lados, colocaram mães de santo manuseando o turíbulo e leigos lendo preces seminus. Para essa CORJA a missa já deixou há muito tempo de ser o sacrifício redentor de Cristo PRO MULTIS e se tornou só mais uma mesa para comensais na qual vale o discurso e não a fé, na qual o que importa é o que o homem diz aos seus iguais e não o que Deus diz ao homem. Lembro-me de um professor contando todo garboso que certa feita utilizou-se de uma Adoração ao Santíssimo Sacramento para dar uma aula de teologia ao povo – aos seus moldes é claro – porque para ele aquela hóstia era pobre de significado.

Aquela hóstia pobre…
tão pobre quanto o cocho de Belém,
tão pobre quanto a cama em Nazaré,
tão pobre quanto a casa de Pedro em Cafarnaum,
tão pobre quanto a casa de Lázaro em Betânia,
tão pobre quanto o coração do Filho de Deus,
ela só pôde se tornar Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo
porque Ele se fez pobre!
Sua pobreza não comporta reduções
tampouco acréscimos desnecessários.
Ele é aquele que é e nada mais,
mas, só para quem tem fé!

Aos meus irmãos padres um apelo: que nós diminuamos e que Ele apareça. Não somos o noivo, apenas amigos do noivo! Rezemos a missa da Igreja, a missa do Missal. Que Ele fale aos corações e às mentes, inclusive às nossas mentes e corações! Ele ele toque as vidas, inclusive as nossas. Que sua voz ecoe nas consciências, também nas nossas. Que toda a nossa Liturgia seja feita Por [causa de] Cristo, Com Cristo e em Cristo a[o] Pai na Unidade do Espírito Santo. Só isso. Se fizermos isso bem feito teremos feito tudo o que nos compete nesta vida.

Fonte: Blog do Padre Luís Fernando

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Setor de Juventude da Arquidiocese de Brasília promove Segunda Edição do Nightfever


O Setor de Juventude da Arquidiocese de Brasília vai realizar no dia 6 de dezembro a segunda edição do Nightfever, na Catedral Metropolitana de Brasília, das 23h às 06h.

A primeira edição do Nightfever de Brasília teve a participação de dois mil jovens na Catedral Metropolitana de Brasília, no qual puderam viver momentos de oração, adoração, reflexão e participação da celebração da Santa Missa. Além disso, contou com a participação de dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília e dos bispos auxiliares dom Marcony Vinícius Ferreira e dom José Aparecido Gonçalves.

Durante esta primeira vigília também houve oração e reflexão com cantor católico Francimar Costa e uma partilha de vida com Danilo Lopes, vocalista e baterista da banda católica Ceremonya.

Nesta segunda edição os jovens terão um momento de partilha e reflexão com o cantor católico Abner Santos, vindo de São Paulo.



O que é Nightfever?!

O Nightfever é uma vigília jovem com orações e adorações que significa Noite de fervor. Esta iniciativa foi realizada pelos jovens Andreas Süss e Katharina Fassler, depois da Jornada Mundial de Colônia (Alemanha), em 2005.  O objetivo era que a Jornada voltasse a ser vivenciada de forma intensa e alegre na vida dos jovens. Nisto surgiu o primeiro Nightfever, na paróquia São Remígio em Bonn, Alemanha.

O primeiro Nightfever foi organizado pela comunidade Emmanuel, que proporcionou verdadeiras ‘noites de misericórdia’, no qual, os jovens, seguindo as vigílias da Jornada, acendiam as velas para Jesus Eucarístico exposto. Depois disso, as vigílias juvenis se espalharam por vários países, como: Espanha, Áustria, Suíça, Holanda, Dinamarca, Inglaterra, Estados Unidos e, mais recentemente no Brasil.

20 de Novembro - Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança

Representantes de várias religiões de todo o mundo estarão reunidos no dia 20 de novembro, para comemorar o Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança.Este dia foi instituído durante o III Fórum da Rede Global de Religiões para a Infância (GNRC), em maio de 2008.

Conforme o site da Pastoral da Criança, este ano será incluído o resultado das ações das tradições religiosas voltadas para o enfrentamento das situações que afetam as crianças mais vulneráveis, que têm como referência o cumprimento de direitos descritos nos princípios da Declaração dos Direitos da Criança.

“Com base na apresentação destas iniciativas, a celebração do Dia de Oração e Ação pela Criança é uma oportunidade para definir estratégias de como superar os desafios que envolvem a infância”, lê-se no site da Pastoral da Criança.

Deste modo, o dia de Oração e Ação congrega as tradições religiosas para conhecer o que foi desenvolvido, aprender uns dos outros e definir estratégias ou uma agenda comum durante o ano; junto com as atividades recreativas e culturais para as crianças.



Brasília

Brasília terá várias comemorações pelo Dia de Oração e Ação pela Criança. No dia 20 de novembro haverá uma Sessão Solene na Câmara dos Deputados Federal, das 10h às 12h, no Plenário Ulysses Guimarães. No dia 22 de novembro, das 9h às 11h, as festividades serão no Colégio Marista da Samambaia, na QS 502 s/n conjunto 9 lote 1.

Segundo Gildete Soares Andrade, coordenadora estadual da Pastoral da Criança, a intenção é criar “unidade das religiões na promoção dos direitos da criança, cultivo da cultura da paz”.



Dia de Oração e Ação pela Criança 2013

Em 2013, o Dia de Oração e Ação pela Criança, realizou várias rodas de conversa em dezenas de municípios do Brasil. No qual, o foco principal dos debates foram os pontos de atenção relacionados à violação de direitos das crianças.

A coordenação nacional da Pastoral da Criança identificou as seguintes causas de violações de direitos no Brasil: negligência, falta de cuidados, de interesse do governo, acesso às drogas, má qualidade da educação, serviços de saúde precários, desemprego, entre outros.

Neste evento estavam presentes a Pastoral da Criança, das tradições religiosas, organizações da sociedade, conselhos e instituições públicas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Oração de São Tomás de Aquino

Criador inefável,
Tu que és a fonte verdadeira da luz e da ciência,
derrama sobre as trevas da minha inteligência um raio da tua claridade.
Dá-me inteligência para compreender,
memória para reter,
facilidade para aprender,
subtileza para interpretar,
e graça abundante para falar.
Meu Deus, semeia em mim a semente da tua bondade.
Faz-me pobre sem ser miserável,
humilde sem fingimento,
alegre sem superficialidade,
sincero sem hipocrisia;
que faça o bem sem presunção,
que corrija o próximo sem arrogância,
que admita a sua correcção sem soberba,
que a minha palavra e a minha vida sejam coerentes.
Concede-me, Verdade das verdades,
inteligência para conhecer-te,
diligência para te procurar,
sabedoria para te encontrar,
uma boa conduta para te agradar,
confiança para esperar em ti,
constância para fazer a tua vontade.
Orienta, meu Deus, a minha vida,
concede-me saber o que tu me pedes
e ajuda-me a realizá-lo
para o meu próprio bem
e de todos os meus irmãos.

Ámen.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Indulgência plenária na festa do Sagrado Coração de Jesus


Por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja concede indulgência plenária ao fiel que recitar publicamente o seguinte Ato de Reparação:

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amaríssimo Coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares

Ajudai-vos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivacidade da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Em outras circunstâncias, a reza deste Ato de Reparação alcança indulgências parciais.
É importante lembrar que, para ganhar indulgências, são necessárias: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelo Sumo Pontífice. Providencialmente, hoje, dia 27 de junho, é o aniversário de sagração episcopal do Santo Padre, o Papa Francisco. Aproveitemos a festa do Sagrado Coração de Jesus para dobrar os nossos joelhos pelo sucessor de São Pedro, a fim de “que o Senhor o conserve, lhe dê vida longa, o faça santo na terra, e não o entregue à vontade de seus inimigos”.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Padre de Brasília será novo bispo de Bom Jesus de Gurgueia (PI)

O papa Francisco nomeou hoje, 15, o padre Marcos Antônio Tavoni como bispo da diocese de Bom Jesus de Gurgueia (PI). Atualmente, padre Marcos é pároco da paróquia Cristo Redentor, em Taguatinga Norte (DF).

Padre Marcos nasceu na cidade de São Carlos (SP), em 21 de abril de 1967. É filho de Antônio e Dirce Tavoni. Quando criança, foi acólito na paróquia Santa Izabel da diocese de São Carlos, na qual também exerceu atividades como catequista. Também atuou como funcionário da área acadêmica da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo, por nove anos.

Ingressou no Seminário Diocesano de São Carlos em 1989 e cursou os dois primeiros anos de Filosofia. Mudou-se para Brasília (DF) para prosseguir com os estudos, concluindo a Filosofia e a Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano. Recebeu espiritualidade e formação missionária no Seminário “Redemptoris Mater”, integrando a primeira turma.
Foi ordenado presbítero em 30 de novembro de 1996, pelo então cardeal, dom José Freire Falcão. O trabalho missionário é marca de sua trajetória sacerdotal. Quando seminarista participou de uma missão itinerante na Amazônia, nas capitais Belém, Manaus e Porto Velho.

Missão

Exerceu seu ministério, por muitos anos, como missionário na arquidiocese de Palmas (TO), na qual, desde 1997, desempenhou as funções de pároco, professor, ecônomo e reitor do Centro de Evangelização e do Seminário Interdiocesano. Dedicou-se à direção da Casa de Marta que desenvolve atividades de reintegração à sociedade de jovens adolescentes grávidas. Foi um dos primeiros professores da Escola Diaconal São Lourenço. Coordenou a Comissão que elaborou o primeiro Diretório de Iniciação Cristã.

Também atuou como secretário do Conselho Presbiteral por dois períodos e vigário episcopal da região São Pedro de 2007 a 2008. Na vacância da arquidiocese de Palmas, esteve como secretário do Colégio Consultivo, entre outras atividades no Conselho Ampliado de Pastoral e coordenador da Pastoral da Comunicação. Padre Marcos é um dos precursores do Caminho Neocatecumenal no estado do Tocantins.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Dia Que Durou 21 Anos - Golpe Militar passado a limpo.

Boa noite meninos e meninas.

Este documentário, sem dúvidas, é o melhor material acerca da verdadeira face do golpe de 64 que temos disponíveis.

Divirtam-se




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Veterano da Segunda Guerra Mundial realiza sonho de ser crismado

Aos 94 anos, militar da reserva que lutou na Segunda Guerra Mundial realiza o sonho de receber o sacramento que, segundo o catolicismo, confirma o batismo e o compromisso com Jesus Cristo


Dindo, como é carinhosamente chamado
pelos familiares, escolheu o amigo
e vizinho Jorge para ser o seu
padrinho: espera de uma vida
Os fiéis que compareceram ontem à missa da manhã na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, na 307/308 Norte, assistiram a mais que uma celebração religiosa comum. A data marcou a realização de um sonho. Aos 94 anos, seu Ary Lima, o Dindo, como é carinhosamente chamado pelos familiares, realizou o sonho de ser crismado após décadas de espera, na presença de amigos, irmãos e sobrinhos. Eram 10h19 quando o padre anunciou aos presentes a crisma de seu Ary. Menos de 10 minutos depois, ele já recebia dos parentes e amigos abraços carinhosos pela conquista do sacramento católico. “Eu senti uma coisa muito emocionante, porque há muito tempo eu esperava por isso”, tentou descrever o momento, com os olhos transbordando de lágrimas. “Estou com a fé renovada.”

Gaúcho de Pelotas (RS), faz cerca de três anos que o militar da reserva, veterano da Segunda Guerra Mundial, deixou a cidade natal para ficar perto dos familiares na capital e cuidar de um problema de saúde. Seu Ary é portador da doença de Paget, um distúrbio benigno que altera a velocidade do metabolismo ósseo e causando a destruição progressiva dos ossos e posterior reconstrução, porém de forma desorganizada. É por conta da doença que seu Ary sente fortes dores nos joelhos que o forçam a passar a maior parte dos dias na cadeira de rodas. Conta com a ajuda dos parentes e de uma cuidadora para se encontrar com o médico, pelo menos uma vez por semana, e não faltar às sessões de fisioterapia. Apegado à religião, mesmo com dificuldades impostas pela enfermidade e pela rotina em clínicas e hospitais, não abandonou o antigo desejo de completar a crisma.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O desastre do catolicismo liberal

As exigências do cristianismo não toleram a pusilanimidade nem a barganha com o depósito da fé

Quando o então Cardeal Joseph Ratzinger, num debate com o filósofo ateu Paolo Flores D'arcais, em 2000, mencionou a palavra tolerância numa explicação, não pôde deixar de notar o espanto da plateia e, até mesmo, do mediador do encontro. Reação previsível, se se levar em consideração a imagem negativa imputada ao futuro Bento XVI, devido ao seu trabalho na Congregação para Doutrina da Fé. É certo que, nos dias de hoje, em que a falsa tolerância foi elevada à categoria de virtude cardeal, qualquer movimento que sugira uma repreensão motivada por um erro é, apressadamente, tachado de intolerante. Daí a fama de cardealpanzer de Bento XVI que, como "colaborador da Verdade", tinha consciência do seu dever de debelar o erro. A tolerância a qualquer custo é uma doença da mentalidade moderna, na qual conta mais uma pseudo harmonia e comunhão do que a verdade. E nesta seara, infelizmente, também se inserem muitos católicos.

Essa dificuldade nasce, sobretudo, da falta de clareza com que se tratam assuntos de delicada importância, incluindo a religião. Em nome do bem-estar e da paz, prefere-se adotar uma posição moderada, sem "paixões", como declaram alguns, mesmo que isso custe um alto preço. Ora, a tolerância só tem sentido dentro de um contexto de amor à verdade e à justiça, não de pusilanimidade. Não é à toa que as casas de prostituição são popularmente conhecidas como casas de tolerância. Quando se coloca a tolerância como regra suprema do bem, não é estranho que apareçam na história câmaras de gás, gulags e paredões. Ou então, mais condizente com o momento atual, clínicas de aborto e embriões congelados para pesquisa.

Deve-se separar pecado e pecador, ser tolerante com a pessoa, mas nunca com o mal. E, em certos casos, a tolerância exige, sim, uma justa pena, pois a disciplina também é uma forma nobre de amar. Se é verdade que Cristo mandou deixar que cresçam juntos joio e trigo, também não é menos verdade que ele tenha pego num chicote para expulsar os vendilhões do templo. No itinerário do amor cristão também está o zelo pelo bem integral - físico, moral e espiritual - do irmão que, muitas vezes, passa pela correção fraterna. Todavia, denunciou Bento XVI na sua mensagem para Quaresma de 2012, "parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sl 119/118, 68)".

O respeito humano que impera em muitos ambientes católicos é um dos principais motivos da apostasia na Igreja. Uma vez que se abandona o sentido autêntico da fé, perde-se também a noção de bem e mal e, em última instância, a noção de verdade. Esse é o mal da propalada tolerância. Em termos mais duros, dizia o escritor Gustavo Corção sobre o esfriamento dos católicos no Brasil, "na consideração das causas o número um, a triste primazia, deve ser dada ao catolicismo liberal, ao catolicismo complacente, ao catolicismo tolerante, ao catolicismo que traz a Igreja a moleza, a falta de caráter, a esperteza, que são os vícios de nossas virtudes, o modo brasileiro de deteriorar o que seria bondade e magnanimidade se lograsse retificação e purificação". Como remédio, aconselhava Corção, "nós, aqui no Brasil, precisamos aprender a dura e viril arte de não transigir(...) E para isso temos de lutar em duas grandes frentes: na formação moral, e na difusão da Doutrina".

Não é católico quem não professa o credo dos apóstolos. O coração do fiel deve ser universal o suficiente para acolher todo o depósito da fé e, com ele, todas a suas exigências. E isso requer intolerância. Sim, a intolerância para dizer não aos pruridos de novidades que afastam da sã doutrina, para dizer não à ditadura do relativismo. A santa intrasigência dos mártires para responder sim ao que é sim, e não ao que é não. A ousadia para respeitar a liberdade do outro, sem, contudo, fazer descontos em questões não negociáveis. Em suma, ser intolerante o suficiente para remar contra a maré de mentiras e falsas promessas, como pediu o Papa Francisco aos jovens da JMJ-Rio 2013, e buscar em Cristo a única e verdadeira felicidade, “em que se revela a origem e a consumação da história” (Cf. Lumen Fidei, 35).
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