quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quem tem a chave da felicidade?



Impressiona o sem sentido em que vivem as pessoas no mundo: experimente perguntar-lhes “Quem é você?” Ou ainda,”Para que você vive?”
As respostas que encontramos são as mais dispersas e contraditórias: “Para trabalhar... me formar... criar meus filhos... ganhar dinheiro... ter sucesso... ser alguém... para ser feliz...” Se encontramos alguém que responda essa última opção podemos nos considerar com sorte. Agora, experimente perguntar como ser feliz:



“trabalhando, estudando, dando estudo, casa, lazer e uma carreira a meus filhos, ganhando dinheiro, tendo sucesso naquilo que faço...” E se insistimos nessas perguntas, cairemos em respostas circulares, que remetem umas às outras, caindo num círculo vicioso.

Agora, pergunte-se como ser feliz... Mesmo porque essa é a pergunta que todo ser humano tenta responder ao viver, errando o alvo, na maioria das vezes... Quem poderá nos dar uma resposta concreta e convincente? Alguns podem ter a ilusão que tendo dinheiro seja o suficiente para alcançar a felicidade ou mesmo que convencido disto, não tenha coragem de afirmá-lo, dirá: “dinheiro não traz felicidade, mas que ajuda, ajuda...” De fato, o dinheiro alcança muitas facilidades, mas ao problema radical do homem é incapaz de responder: por que morro? O que fazer diante da morte? Aqui, nos encontramos num dilema, que só um tem dado resposta com sua paixão, morte e ressurreição.

Jesus Cristo tem vencido a morte, entregando-se sem reservas de nenhuma parte do seu ser... Simplesmente, entregando-se, amando ao homem em sua realidade mais profunda, ferida pelo pecado, tão somente amando-o, a tal ponto que enviou o seu Santo Espírito a fim de torná-lo capaz de ser feliz como nunca conseguira. O Senhor, assim, nos concedeu os meios para sermos felizes, dando-nos mais que o Paráclito enviado em Pentecostes, mas entregando-nos a Ele, mesmo na noite da derradeira ceia em que instituíra a Eucaristia, dando-nos a chave da felicidade.

Alex vivera uma vida correndo atrás da felicidade. Em seus poucos anos de vida, experimentou tudo o que o mundo oferece aos jovens... Mas, não alcançou seu alvo. Teve muitos prazeres sem ser, de fato, feliz. Passou a ir às missas, aos domingos, porque já estava cansado de correr atrás dessa tal felicidade; e aquela palavra do jovem rico modificou algo em seu ser. Contudo, não tinha força para sair de seus vícios, indo sempre às celebrações em situação de pecado, sem, antes, confessar-se. Assim, não comungava porque pecava e pecava porque não comungava. No dia em que um irmão em sua comunidade fez-lhe essa observação, sua vida começou a mudar, porque experimentou algo novo ao entrar na celebração eucarística, procurando previamente o sacramento da reconciliação e comungando: a força que vem do alto, de não buscar-se a si mesmo em tudo o que fazia, senão poder passar ao outro nas pequenas coisas do dia a dia, deixando de lado o espírito de competitividade na faculdade, podendo ajudar aos colegas com maior dificuldade nos estudos. E a resposta à felicidade? O amor. É “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”.


Cássio Dalpiaz
Seminarista do Seminário Redemptoris Mater

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