segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Semana do idoso: longevidade e qualidade de vida!!!

Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças... Claro que também deverá haver um dia no qual o centro das atenções são as pessoas de idade. Só que em vez de um dia, aos poucos vai se colocando uma semana, na qual as pessoas de idade ocupam os mais variados espaços sociais e religiosos.

Talvez isso possa parecer surpreendente para quem ainda pensa que o Brasil seja um país jovem, sem se dar contas de que, apesar do ainda grande número de jovens, cresce o número das pessoas que vivem mais. Tomando como base 60 anos, teríamos hoje uma população muito maior do que nações: 15 milhões de idosos. E como já estamos no limite da linha de reposição populacional, se prevê que dentro de 4 décadas esse número chegaria a 50 milhões.

Esse fato é positivo ou negativo, motivo de comemoração ou de preocupação. Essa é uma questão muito séria. Sabidamente em termos de várias nações socialmente mais equilibradas, a longevidade quase sempre também se conjuga qualidade de vida. Esse não é, infelizmente o nosso caso, ao menos para uma grande parte da nossa população idosa. O que faz a diferença, além dos traços particulares de personalidade e das culturas, são naturalmente as condições econômicas e sociais.

No caso do Brasil só agora começa a perceber um maior empenho, no sentido de garantir não apenas maior longevidade, mas também um envelhecimento bem sucedido. Esse envelhecimento bem sucedido remete para muitos fatores. Mas seguramente os fatores de ordem social, cultural e econômica têm um peso não negligenciável.

Entretanto, seria simplificar a questão se não apontássemos ao mesmo tempo para fatores de ordem social. Ou seja, de alguma forma não existe a pessoa idosa padrão. Essas pessoas se apresentam com muitas fisionomias diferentes. E essas fisionomias, por sua vez, dependem também da maneira como as pessoas amparadas pelo meio familiar e social, se preparam para uma fase bem mais longa do que aquelas da infância e da adolescência.

A preparação para que a longevidade se conjugue com qualidade de vida pressupões naturalmente o cultivo da dimensão espiritual. Sem esse horizonte as inevitáveis limitações que vão se colocando com o decorrer dos anos, irão imprimindo nas pessoas a sensação de estarem sendo empurradas em direção a um muro atrás do qual se esconde um mundo totalmente desconhecido.

Pelo contrário, o cultivo de uma verdadeira espiritualidade vai imprimir outra compreensão da vida, porque imprime outra compreensão da morte. Para quem tem fé e chega a uma maturidade em todos os sentidos, a vida pode ser comparada a uma montanha. No início os horizontes são pequenos; na medida em que passam os anos, a pessoa vai subindo sempre mais degraus, até atingir ao cume. Ora, é exatamente lá do alto que os horizontes se alargam propiciando não apenas uma análise serena do passado, como, sobretudo, uma projeção de um futuro melhor. Para quem acredita num novo amanhã nenhuma paisagem é mais bela do que aquela de um por do sol. Se por um lado o por do sol indica o fim de um dia, por outra já pré anuncia o raiar de outro, que poderá ser ainda mais esplendoroso.

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