sábado, 22 de outubro de 2011

Cristo fundou na sua Igreja um magistério vivo e o confiou aos Apóstolos

Explicação - O Concílio Vaticano ensina "A fim de que pudéssemos cumprir o dever de aceitar a verdadeira fé e de nela perservarar, Deus, por meio do seu único Filho, fundou a Igreja e a muniu de sinais que demonstram sua divina origem, para que possa ser conhecida como custódia e, mestra da palavra revelada" (Denz. 1793). O Concílio, na definição da regra de fé, supõe a existência do magistério (cf. $ 2) quando declara que "devemos crer com fé divina e católica tudo o que está contido na palavra de Deus, escrita ou transmitida de viva voz, e proposto como revelado pela Igreja, quer com solene decisão, quer por meio do magistério ordinário e universal (Denz. 1792). Este magistério é chamado vivo (magisterium vivum) em oposição ao ensinamento dado por meio das letras mortas (cf. II Cor 3,6).

Prova - Jesus mesmo exercitou o poder do magistério, como um dever particular da sua atividade messiânica. Durante sua vida pública torna os Apóstolos participantes desse poder e dá as normas para o exercitar de forma autônoma e pessoal (cf. Mt 10,5-42; Mc 6,7-13; Lc 9,1-6; 10,1-20). No fim, encarrega-os solenemente do magistério: "Foi-me dado todo poder, no céu e na terra. Ide, portanto, e ensinai a todas as gentes... ensinando-as a observar todas as coisas que eu vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo" (Mt 28,18-20; cf. Mc 16,15-20; Lc 24, 47-49). "Como o Pai me enviou, assim eu envio a vós" (Jo 20,21; cf. 18,18; At 1,2.8).

Os Apóstolos têm uma vívida consciência deste dever, e, em virtude da missão recebida, apresentam-se, depois de Pentecostes diante do mundo, como doutores da verdade; estão prontos a sofrer a morte, antes que renunciar a este ministério (cf. At 2,14-40.42;3,11-26;4,1-22; S. Paulo, apela, para justificar seu poder de ensinar, para a escolha direta de Deus (At 22,18-21; Gál 1,12) e é reconhecido pelos primeiros Apóstolos (cf. Gál 2,9; At 9,27). Ele coloca seu magistério acima de todas as coisas (cf. I Cor 1,17;9,16).

(fonte: BARTMANN, Bernardo. TEOLOGIA DOGMÁTICA Vol II: A Redenção, A Graça, A Igreja. Tradução Pe. Vicente Pedroso. São Paulo: Ed. Paulinas, 1964. Pgs 449-450).

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