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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

RCC Ativa! Entrevista - Paulo Frade - Eterna!!!

Pensamento do Dia!!!!

A inveja é uma confissão de inferioridade.
(autor desconhecido)

Zilda Arns: nem terremoto impediria sua missão, diz filho!!!

Há exatamente um ano, o Haiti foi vítima de uma das piores tragédias naturais dos últimos anos. Em 12 de janeiro de 2010, os haitianos foram surpreendidos por um terremoto que provocou a morte de milhares de pessoas e deixou inúmeros desalojados.

O Brasil também guarda na memória essa data devido à morte de um dos ícones do país no combate à mortalidade infantil: Zilda Arns, a fundadora da Pastoral da Criança. Ela estava no Haiti em um encontro com os líderes religiosos para iniciar os trabalhos da pastoral entre as crianças haitianas que sofrem com a pobreza do pais.

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O filho dela, Nelson Arns, afirma que, mesmo se a Drª. Zilda soubesse do risco de um terremoto, "ela teria tomado essa atitude em prol das crianças do Haiti, que já era o país mais pobre das Américas e, depois do terremoto, se tornou ainda mais".

"Ela estava muito interessada em ajudar as crianças", afirmou seu filho, que é médico como a mãe e, atualmente, é o coordenador internacional da Pastoral da Criança.

Nelson conta que a Drª. Zilda já havia estado na divisa do Haiti com a República Dominicana e ficou impressionada com os relatos que de lá vinham sobre a extrema pobreza. Depois disso, só aguardou uma oportunidade de ir ao Haiti. "Ela já tinha programado uma viagem, que foi cancelada por causa da revolução interna daquele país. Não havia segurança", destaca.

Com o fim dos conflitos internos, surgiu o convite da conferência dos religiosos no Haiti. "Ela estava muito empolgada com a oportunidade única de se encontrar com toda a Igreja naquele país e foi com muita alegria", recordou.

Legado de Zilda Arns

Como filho, Dr. Nelson destaca que Zilda Arns deixou três lições importantes para sua família: o respeito a todas as pessoas, a perseverança - "ela não desistia nunca, fazia seu trabalho até o fim", recordou ele - e o amor sem qualquer distinção de classes e raças. "Todo ser humano merece nosso respeito, consideração, e ela fazia questão de demonstrar isso no seu dia a dia".

"Ela sempre fez muita questão de aliar o amor com o conhecimento técnico", destacou Nelson Arns, sobre as contribuições que Drª Zilda deixou para a Pastoral da Criança. "Ela buscava o embasamento cientifico, fazia parcerias com as universidades, contratava pesquisas. Ela fazia muita questão de aliar o amor ao conhecimento cientifico para que a gente estivesse sempre no rumo correto na Pastoral da Criança".

Dr. Nelson recorda que uma das grandes contribuições da Pastoral da Criança é "o reforço do papel da família". Ele destaca que, há 30 anos, havia um grande número de mortalidade infantil no Brasil, por doenças como a poliomelite e mortes devido à desidratação causadas por diarréia. "Doenças preveníveis e fáceis, que a família, quando assume, pode resolver".

"Olhando o grande progresso do Brasil, percebemos que houve investimentos na estrutura, mas houve, principalmente, o fortalecimento da família, assumindo seu papel na prevenção e na educação de suas crianças", ressaltou.

E concluiu: "A familia é que dá a oportunidade para a criança se desenvolver, ela que a protege desses momentos de risco (...). [Sem esse fortalecimento da família], com certeza o Brasil não teria chegado onde chegou".

Evangelho do Dia!!!

Logo depois, Jesus, Simão, André, Tiago e João saíram da sinagoga e foram até a casa de Simão e de André. A sogra de Simão estava de cama, com febre. Assim que Jesus chegou, contaram a ele que ela estava doente. Ele chegou perto dela, segurou a mão dela e ajudou-a a se levantar. A febre saiu da mulher, e ela começou a cuidar deles. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram até Jesus todos os doentes e as pessoas que estavam dominadas por demônios. Todo o povo da cidade se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de todo tipo de doenças e expulsou muitos demônios.
Ele não deixava que os demônios falassem, pois eles sabiam quem Jesus era. De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando. Simão e os seus companheiros procuraram Jesus por toda parte. Quando o encontraram, disseram:
- Todos estão procurando o senhor. Jesus respondeu:
- Vamos aos povoados que ficam perto daqui, para que eu possa anunciar o evangelho ali também, pois foi para isso que eu vim. Jesus andava por toda a Galiléia, anunciando o evangelho nas sinagogas e expulsando demônios…

Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Bom dia!

A metodologia e andragogia (forma de ensinar adultos) são bem nítidas no evangelho de hoje. Pergunte-se: quantas vezes ao lê-lo apenas vi o milagre sobre a febre da sogra de Pedro, mas passou despercebido o processo para obtenção da graça?

Um parêntese (…): VEMOS O QUEREMOS QUE SEJA VISTO. Esse fato é muito comum. Sei que muito mais que uma organização das informações que recebemos e temos pelo nosso cérebro, às vezes conscientemente abandonamos outras informações para selecionamos o que desejamos ver, ouvir e até ler.

Voltando… Repare nas linhas desse evangelho a suave e bem conduzida metodologia de Jesus: Ele CHEGOU PERTO , SEGUROU A MÃO dela eAJUDOU-A A SE LEVANTAR. A FEBRE SAIU da mulher, e ELA COMEÇOU A CUIDAR DELES.

De fato, Jesus se aproxima, nos segura pela mão, ajuda-nos a levantar então a redenção acontece, a febre, o desanimo, o temor partem e de certa forma a pessoa resgatada passa a entender (caem as escamas dos olhos) que passou a ter um compromisso para que outros também se ergam.

Como ler isso e não sentir-se amado e também um pouco de pesar pela nossa ingratidão? Quantas pessoas, bem definidas por São Tiago, pedem mal, andam pelo mundo doentes, cabisbaixos, repletos de vaidades, orgulhos e de cobiça, debulhando-se em crendices e falsa fé (…); não querem entender que Jesus primeiro oferece a mão para vê-los de pé, mas se vêem interessados somente pela cura da febre, o carro novo, o apartamento novo…

Como poderemos sustentar a carga que o mundo nos oferece se estivermos debilitados pela doença que nos paralisa e vicia chamada ganância, orgulho, vaidade? O que adianta mudar por fora, se rodear de bens visíveis e ostentáveis se vivo aquela música do Moacir Franco que diz: “SE POR DENTRO EU NÃO MUDO”?

Muitos não conseguem ver que são a grande prioridade para Deus e o Senhor bem sabe o que cada um precisa. Outros, porém perderam um pouco o zelo, esquecem que para continuar avançando precisam dessa aproximação de Jesus em suas vidas. Esse é um fato comum após quinze ou vinte anos a frente de uma obra, de uma pastoral, de um movimento.

Outros, porém ainda não conseguem ver ou sentir o vinculo que temos ou precisamos ter com os outros. Talvez não tenham culpa de verem a vida dessa maneira, pois assim foram criados e acostumados, no entanto uma boa parcela deles vive assim de vontade própria e conscientemente. Odeiam regras, não se adaptam a sistemas de trabalho onde não podem impor suas regras; tentam transformar o pensamento das pessoas para de certa forma atende-las; são inteligentes e sabem manipular as pessoas pela emoção.

Santo Agostinho tem uma frase muito interessante sobre isso: “DOIS HOMENS OLHARAM ATRAVÉS DAS GRADES DA PRISÃO; UM VIU A LAMA, O OUTRO AS ESTRELAS”; Algumas pessoas têm maior facilidade de reerguer-se, de compreender, de acatar, pois sua fé em Deus a nutri dia-a-dia; outras, porém se apegam em coisas materiais, no sofrimento e em futilidades

A cura não vem para aquele que mantém o coração fechado ao passo a passo de Deus. João Paulo II disse certa vez: “A PIOR DAS PRISÕES É UM CORAÇÃO FECHADO”.

Vemos algumas delas em nossas comunidades, no trabalho, na faculdade, em cargos de liderança ou de grande influencia. Por ter seu mundo seus próprios umbigos talvez inconscientemente também façam de Deus alguém que deva agradá-los, pois são capazes de trocar de igreja (de bairro para outro) ou credo (católicos que se tornam evangélicos ou vice – versa) como se trocassem de roupa se forem contestadas ou não contempladas.

Uma coisa é certa… Elas pedem muito. E como pedem. E depois, será que fazem?

Como bem vimos, a fase inicial da graça é a aproximação de Jesus para nos estender a mão e nos ver levantar. Precisamos deixar nossa vida nas mãos de Deus, pois de fato Ele sabe o que precisamos. Pedir sim, mas assumindo nossa parte após a redenção.

Reflita esse pensamento:

“(…) Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: Eu cri, por isto falei (Sl 115,1), também NÓS CREMOS, E POR ISSO FALAMOS. Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco. E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus “. (II Coríntios 4, 14-15)

Se realmente creio, ando.